{"id":544,"date":"2014-10-14T01:23:45","date_gmt":"2014-10-14T01:23:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/?p=544"},"modified":"2019-05-23T14:20:06","modified_gmt":"2019-05-23T14:20:06","slug":"a-crise-da-agua-no-sudeste-do-esp-a-degradacao-ambiental-e-o-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/2014\/10\/14\/a-crise-da-agua-no-sudeste-do-esp-a-degradacao-ambiental-e-o-codigo-florestal\/","title":{"rendered":"A crise da \u00e1gua em S\u00e3o Paulo, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e o c\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">(minuta primeira)<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A CRISE DA \u00c1GUA NO SUDESTE DO ESP, A DEGRADA\u00c7\u00c3O AMBIENTAL E O C\u00d3DIGO FLORESTAL<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodolfo Geiser, engenheiro agr\u00f4nomo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRodolfo Geiser Paisagismo e Meio Ambiente SS Ltda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>A CRISE DA \u00c1GUA lembra o tenebroso \u201cENSAIO SOBRE A CEGUEIRA\u201d de JOS\u00c9 SARAMAGO. Ningu\u00e9m consegue ver o problema. Pessoas continuam lavando despreocupadamente as cal\u00e7adas num desperd\u00edcio que ofende a vis\u00e3o. Pol\u00edticos n\u00e3o podem falar do problema em plena \u00e9poca de elei\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, isso \u00e9 quase proibido por falta de informa\u00e7\u00f5es oficiais num verdadeiro atentado \u00e0 Liberdade e \u00e0 Democracia. Governantes despudoradamente renegam o suporte t\u00e9cnico, aproximam-se de S\u00e3o Pedro e atribuem a si mesmos, dotes \u2018milagreiros\u2019<\/em>. Tudo evidenciando a met\u00e1fora de Saramago.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A situa\u00e7\u00e3o geral no Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Muitas represas est\u00e3o quase vazias no Estado de S\u00e3o Paulo. Rios naveg\u00e1veis deixaram de s\u00ea-lo. Estamos diante de uma CRISE DA \u00c1GUA, muito grave, pois afeta diretamente mais de 35.000.000 de pessoas que vivem nas zonas urbanas desse Estado. Falta de \u00e1gua, sujeira, risco para sa\u00fade, podem ocasionar <em>caos e convuls\u00e3o social<\/em>. E n\u00e3o vemos ningu\u00e9m tratar&nbsp; desse assunto com a seriedade que merece&#8230;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Pela Rodovia Dom Pedro (Sistema Cantareira) e Rodovia dos Tamoios (Bacia do Rio Para\u00edba do Sul), observam-se represas vazias ou praticamente sem \u00e1gua. Articulista recentemente publicou que, se reflorest\u00e1ssemos as APPs (\u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente: margens de rios) correspondendo a 3% da \u00e1rea do Sistema Cantareira, ter\u00edamos dado o salto qualitativo para a continuidade no reabastecimento de suas represas. N\u00e3o \u00e9 verdade. \u00c9 necess\u00e1rio muito mais.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Se prestarmos a aten\u00e7\u00e3o, em toda extens\u00e3o dessas duas Rodovias (no planalto), observaremos uma paisagem devastada, sem cobertura vegetal eficiente, totalmente vulner\u00e1vel \u00e0s intemp\u00e9ries, eros\u00e3o, sedimenta\u00e7\u00e3o da hidrografia. A superf\u00edcie territorial foi e continua sendo ocupada quase sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental (salvo honrosas exce\u00e7\u00f5es): terras abandonadas e gado em cultivo extensivo em pastagens ralas. Predominam tamb\u00e9m ch\u00e1caras e s\u00edtios de recreio que mant\u00e9m essa cobertura vegetal ineficiente sem qualquer uso compat\u00edvel com a conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para tais bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 necess\u00e1rio muito mais que reflorestar as APPs. \u00c9 necess\u00e1rio promover um uso agr\u00edcola ou florestal que crie uma cobertura vegetal que cubra perfeitamente o solo, que fique 100% verde, sem qualquer parcela, por menor que seja com terra vis\u00edvel na superf\u00edcie. N\u00e3o deve ser permitida a exist\u00eancia de propriedades sem uso e abandonadas, com cobertura ineficiente: <em>por LEI<\/em>.&nbsp; Como uma extens\u00e3o do C\u00f3digo Florestal (o ainda melhor na vers\u00e3o de 1964). \u00c9 necess\u00e1rio exercer-se a atividade agr\u00edcola dentro de normas t\u00e9cnicas de uso do solo, mesmo em ch\u00e1caras de recreio, como medida de manejo das \u00e1guas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Desenvolveremos nossa exposi\u00e7\u00e3o analisando a superf\u00edcie territorial do Sistema Cantareira, tido aqui como modelo de pensar.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong style=\"color: #ff6600;\">O Manejo da \u00c1GUA como recurso natural renov\u00e1vel<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">As \u00e1guas das represas do Sistema Cantareira, est\u00e3o se reduzindo, n\u00e3o de hoje, mas de h\u00e1 mais de dez anos. Quem mora na regi\u00e3o \u00e9 testemunha. A situa\u00e7\u00e3o presente, certamente \u00e9 fun\u00e7\u00e3o de diversos fatores, tais como perdas na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pela SABESP e a excepcional redu\u00e7\u00e3o nas chuvas em 2014. Mas isso n\u00e3o \u00e9 a resposta para o fato de suas represas estarem quase secas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A resposta reside no fato de que n\u00e3o se preocupa com Preserva\u00e7\u00e3o Ambiental. N\u00e3o se considera que a \u00e1gua, ao contr\u00e1rio do petr\u00f3leo, \u00e9 um <em>recurso natural renov\u00e1vel<\/em> e necessita ser absorvida pelo solo para que brote pelas nascentes e reabaste\u00e7a os mananciais. E as represas. H\u00e1 todo um ciclo ecol\u00f3gico envolvido conhecido por \u2018ciclo da \u00e1gua\u2019.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Segundo esse Ciclo, a \u00e1gua das chuvas tem de ser absorvida pelo terreno sem o que n\u00e3o h\u00e1 reabastecimento dos len\u00e7\u00f3is de \u00e1gua subterr\u00e2neos nem das nascentes. Quanto maior a absor\u00e7\u00e3o, maior o equil\u00edbrio na produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua durante o ano e anos que se seguem. Inversamente, quanto menor a absor\u00e7\u00e3o, maior o desequil\u00edbrio no abastecimento da \u00e1gua, maior o risco de eros\u00e3o e de que as represas se encham de terra, reduzindo sua capacidade de armazenamento da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Maior absor\u00e7\u00e3o envolve a presen\u00e7a de uma cobertura vegetal rica, saud\u00e1vel, continua e plena: que recebe a chuva e protege o solo criando condi\u00e7\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o. Sem cobertura vegetal eficiente n\u00e3o h\u00e1 absor\u00e7\u00e3o das \u00e1guas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Por isso, n\u00e3o adianta o t\u00e9cnico do governo afirmar que as represas se encher\u00e3o com a \u00e1gua das chuvas (?) em tal data, se a cobertura vegetal n\u00e3o est\u00e1 sendo bem cuidada. O problema vai continuar e se agravar com o decorrer dos anos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">O tema deve ser pensado em todas as escalas: global, continental e cada pa\u00eds, estado e munic\u00edpio. No presente texto iremos nos basear numa an\u00e1lise sucinta do Sistema Cantareira como modelo de pensar.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 toda uma metodologia de Manejo dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis &#8211; solo, \u00e1gua, vegeta\u00e7\u00e3o e fauna &#8211; , que faz parte da atribui\u00e7\u00e3o dos engenheiros agr\u00f4nomos e deve ser ensinada nas escolas de Agronomia. Serve para a pr\u00e1tica da agricultura, mas, sobretudo serve para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sob o ponto de vista da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, \u00e9 assunto do C\u00d3DIGO FLORESTAL. Que necessita urgentemente ser revisto (por mais recentemente que j\u00e1 o tenha sido).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em seguida mostraremos os principais temas a serem considerados no bin\u00f4mio: <em>Manejo das \u00e1guas do Sistema Cantareira x C\u00f3digo Florestal no Brasil<\/em>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Uma no\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do Sistema Cantareira<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para visualizar um pouco melhor o assunto, convidamos o leitor a fazer tamb\u00e9m uma viagem de autom\u00f3vel. Saia de S\u00e3o Paulo e tome a Rodovia Fern\u00e3o Dias, e siga at\u00e9 Atibaia. Ai vire a direita e tome a Rodovia Dom Pedro em dire\u00e7\u00e3o \u00e1 Jacare\u00ed. De Jacare\u00ed tome a Rodovia Dutra em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo. Ao sair de S\u00e3o Paulo pela Fern\u00e3o Dias, subiremos a Serra da Cantareira, no alto da qual estaremos na divisa da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP) que se encontra na bacia hidrogr\u00e1fica do rio Tiet\u00ea. Ao come\u00e7armos a descer em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Mairipor\u00e3, entraremos na bacia hidrogr\u00e1fica que comp\u00f5e o Sistema Cantareira. Da\u00ed em diante at\u00e9 Atibaia e em dire\u00e7\u00e3o a Jacare\u00ed, continuaremos nesta mesma bacia. \u00c0 certa altura e ap\u00f3s passarmos por Nazar\u00e9 Paulista, cruzaremos uma regi\u00e3o montanhosa que \u00e9 a divisa da bacia hidrogr\u00e1fica do Sistema Cantareira com a bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Para\u00edba do sul e seguiremos at\u00e9 Jacare\u00ed. J\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo, cruzaremos outra regi\u00e3o montanhosa e ao chegarmos em Santa Izabel e Aruj\u00e1 j\u00e1 estaremos novamente na RMSP e na bacia hidrogr\u00e1fica do rio Tiet\u00ea.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">No percurso da Dom Pedro, de Atibaia, passando por Nazar\u00e9 Paulista e at\u00e9 a regi\u00e3o serrana, estaremos em terras do Sistema Cantareira, aquele que abriga quatro represas que s\u00e3o respons\u00e1veis para o abastecimento de \u00e1gua de cerca de metade dos habitantes da RMSP. Quem quiser conhecer melhor ainda esta regi\u00e3o das represas, deve, pela Fern\u00e3o Dias, prosseguir de Atibaia, para Bragan\u00e7a Paulista e Vargem. Logo ap\u00f3s Vargem tomem \u00e0 direita em dire\u00e7\u00e3o a Joan\u00f3polis e pouco antes dessa cidade virem a direita em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Piracaia e desta podem chegar novamente \u00e0 Rodovia Dom Pedro. Ver\u00e3o nesse percurso a paisagem que abriga as tr\u00eas mais importantes das quatro represas. Poder\u00e3o algumas vezes visualizar as represas. Menos a de Piracaia para a qual temos de fazer um desvio.&nbsp; Esta \u00e9 a regi\u00e3o territorial que comp\u00f5e o Sistema Cantareira: cerca de 1.400 quil\u00f4metros quadrados. Vejam, por favor, ao final do texto, a FIGURA n\u00ba 1.- Localiza\u00e7\u00e3o do Sistema Cantareira e sua superf\u00edcie territorial.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Percorrer o tri\u00e2ngulo S\u00e3o Paulo \u2013 Atibaia \u2013 Jacare\u00ed \u2013 S\u00e3o Paulo corresponde a cerca de 200 quil\u00f4metros. O pol\u00edgono Atibaia \u2013 Vargem \u2013 Joan\u00f3polis \u2013 Piracaia \u2013 Rodovia Dom Pedro, corresponde a cerca de 80 quil\u00f4metros. Trata-se de uma dist\u00e2ncia que se percorre em cerca de cinco a seis horas, mas que certamente vai se tornar num aprendizado muito grande desse assunto vital que \u00e9 a AGUA.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A bacia hidrogr\u00e1fica como unidade de planejamento<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A unidade de planejamento para manejo dos recursos naturais renov\u00e1veis \u00e9 a bacia hidrogr\u00e1fica: das cabeceiras (nascentes) \u00e0 foz. Cada nascente envolve uma pequena bacia hidrogr\u00e1fica que pode ser considerada isoladamente no caso de planejamento de uma propriedade (agr\u00edcola ou n\u00e3o) bem como na \u00e1rea urbana. O conjunto de diversas bacias hidrogr\u00e1ficas continua formando bacias hidrogr\u00e1ficas maiores, que como tal devem ser consideradas no planejamento regional. Como seria o caso das bacias hidrogr\u00e1ficas do Sistema Cantareira, que fazem parte das cabeceiras da bacia hidrogr\u00e1fica dos Rios Piracicaba: desde as cristas da Serra da Mantiqueira, \u00e0 crista que delimita essa bacia com a bacia do Rio Para\u00edba do Sul, por exemplo. O Sistema da SABESP denomina-se como Sistema Cantareira, mas na realidade n\u00e3o faz parte desse territ\u00f3rio a Cantareira. A Serra Cantareira \u00e9 t\u00e3o somente o limite sul da bacia do Rio Piracicaba. A serra que cruzamos entre S\u00e3o Paulo e Mairipor\u00e3.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">As represas do Sistema Cantareira e seu respectivo tipo de vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">As represas que fazem parte do Sistema Cantareira&nbsp; \u2013 a represa Jaguari (Bragan\u00e7a Paulista e Joan\u00f3polis), Represa Cachoeira (Piracaia) e Represa Atibainha (Nazar\u00e9 Paulista) e outra pequena perto de Mairipor\u00e3,&nbsp; &#8212; formam um conjunto de bacias hidrogr\u00e1ficas, que fazem partes das cabeceiras das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiai. Essa regi\u00e3o \u00e9 recoberta potencialmente pela Floresta Estacional Semidec\u00eddua \u2013 em que a folhagem de diversas esp\u00e9cies cai no per\u00edodo das secas. Nessa regi\u00e3o chove estatisticamente menos, por exemplo, que na cidade de S\u00e3o Paulo, caracterizada pela Floresta Ombr\u00f3fila Densa, onde as folhas n\u00e3o caem no per\u00edodo da seca.&nbsp; S\u00e3o Paulo situa-se nas cabeceiras da bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Tiet\u00ea, que nasce em Sales\u00f3polis. Observe-se que essas duas bacias aqui citadas, nascem numa regi\u00e3o cujo di\u00e2metro \u00e9 menor que 100 quil\u00f4metros, ambas recebendo profundo impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 o rio Para\u00edba do Sul, cuja bacia cruzamos entre Nazar\u00e9 Paulista, Jacare\u00ed e Santa Izabel, nasce na Serra da Bocaina, dirige-se para o Sudoeste em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Guararema (vizinha de Sales\u00f3polis onde est\u00e3o as cabeceiras do Rio Tiet\u00ea) e da\u00ed para Jacare\u00ed e em dire\u00e7\u00e3o nordeste para o Rio de Janeiro tem suas nascentes igualmente em regi\u00f5es potencialmente de Floresta Estacional Semidec\u00eddua, tal como no Sistema Cantareira. Nesse rio foi constru\u00edda a represa de Paraibuna, importante para abastecimento urbano no ESP, que igualmente est\u00e1 quase seca. O Rio Para\u00edba do Sul \u00e9 fundamental para o abastecimento do Estado do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">O C\u00f3digo Florestal deve prever uso do solo diferenciado em fun\u00e7\u00e3o do tipo de clima e de cobertura vegetal<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Um correto C\u00f3digo Florestal deve prever diferen\u00e7as regionais de tipo de clima e de vegeta\u00e7\u00e3o, cada vez mais importantes na medida onde chove menos, at\u00e9 as regi\u00f5es de cerrado e caatinga. A t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, deve ser previsto uma propor\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal tanto maior quanto menor for a pluviosidade. Isso n\u00e3o est\u00e1 previsto em nosso C\u00f3digo Florestal. Por isso (e outras raz\u00f5es) afirmamos que o atual C\u00f3digo Florestal \u00e9 menos rigoroso que o C\u00f3digo Florestal de 1964, que por sua vez, para ser aprimorado, deveria ser mais rigoroso, incluir a problem\u00e1tica da vulnerabilidade geomorfol\u00f3gica e prever diferentes situa\u00e7\u00f5es de uso para diferentes regi\u00f5es fitogeogr\u00e1ficas do Brasil, bem como, (repetindo) ser mais rigoroso na zona urbana.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tais premissas n\u00e3o valem para Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, que, \u00e9 um caso especial devido a amplid\u00e3o de suas florestas naturais.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A superf\u00edcie territorial do Sistema Cantareira deve ser considerada como uma IND\u00daSTRIA DE \u2018PRODU\u00c7\u00c3O DE \u00c1GUA\u2019<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Bacias hidrogr\u00e1ficas onde se armazena \u00e1gua para abastecimento urbano, de import\u00e2ncia vital para milhares de pessoas, constituem-se numa <em>ind\u00fastria de \u2018produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u2019<\/em>. E se o objetivo \u00e9 produzir \u00e1gua e se tal produ\u00e7\u00e3o depende do correto manejo dos recursos naturais renov\u00e1veis, devemos ter a preocupa\u00e7\u00e3o essencial de estabelecer normas regulat\u00f3rias espec\u00edficas de uso do solo tanto nas zonas urbanas quanto rurais existentes em tais bacias. Pois, caso contr\u00e1rio n\u00e3o ter\u00e3o mais condi\u00e7\u00f5es de exercer essa atividade. Nessa regi\u00e3o o uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo deve basear-se em crit\u00e9rios bem mais restritivos. Outro tema a ser introduzido no C\u00f3digo Florestal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Isso \u00e9 muito mais importante no caso do Sistema Cantareira, cuja cobertura vegetal \u00e9 \u201cmais pobre\u201d no sentido de ser comparativamente mais vulner\u00e1vel que outras, porque <em>chove menos<\/em>. As m\u00e9dias de temperaturas s\u00e3o comparativamente maiores que as bacias vizinhas das cabeceiras dos rios Para\u00edba do Sul e Tiet\u00ea. Temperaturas maiores provocam comparativamente <em>maior evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/em>, tanto da superf\u00edcie das \u00e1guas das represas quanto da superf\u00edcie do solo.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Munic\u00edpios que produzem \u00e1gua devem ser compensados pelos benef\u00edcios que produzem<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Atividades como as industriais e que implicam em grandes movimenta\u00e7\u00f5es de terra e cria\u00e7\u00e3o de piso imperme\u00e1vel (s\u00f3lido, pavimenta\u00e7\u00e3o, edifica\u00e7\u00f5es, etc) ser\u00e3o restringidas nas regi\u00f5es de \u2018produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u2019 e por isso os munic\u00edpios que comp\u00f5em o Sistema Cantareira devem ser compensados pelos benef\u00edcios que produzem. De uma maneira reduzida e simplificada, as regi\u00f5es que ser\u00e3o beneficiadas (S\u00e3o Paulo e a jusante Campinas e Piracicaba, por exemplo) deveriam pagar um imposto para as regi\u00f5es que lhes fabricam \u00e1gua, para que estas n\u00e3o sejam prejudicadas em seu desenvolvimento s\u00f3cio econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">O conceito de cobertura vegetal eficiente<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quanto ao uso do solo nessa regi\u00e3o produtora de \u00e1gua, devemos cuidar de que o C\u00f3digo Florestal seja obedecido com todo o rigor: reflorestar nascentes e margens de rios. E mais, prever que as \u00e1reas n\u00e3o florestadas tenham uma <em>cobertura vegetal eficiente<\/em> (outro conceito que n\u00e3o consta e deveria constar do C\u00f3digo Florestal).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Entendemos por \u2018cobertura vegetal eficiente\u2019 aquela que cobre 100% a superf\u00edcie do solo, permitindo que as \u00e1guas das chuvas penetrem no solo e reabaste\u00e7am os mananciais. A folhagem dessa cobertura deve ser tal que proteja a superf\u00edcie do solo do impacto de cada gota de \u00e1gua da chuva (uma vez que tal impacto destr\u00f3i o gr\u00e3o de solo, \u00fatil por abrigar vida microsc\u00f3pica, mat\u00e9ria org\u00e2nica e maiores condi\u00e7\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o {perman\u00eancia} da \u00e1gua da chuva no solo). Pois isso <em>n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo nas bacias do territ\u00f3rio do Sistema Cantareira<\/em>. <em>Al\u00e9m de sua cobertura vegetal ser mais vulner\u00e1vel, das temperaturas serem maiores, n\u00e3o se cuida da superf\u00edcie do solo<\/em>. Estamos diante de uma cobertura vegetal insuficiente para exercer seu papel de produzir \u00e1gua.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">O problema do menor volume de \u00e1gua do Sistema Cantareira n\u00e3o \u00e9 de hoje, mas j\u00e1 vem de mais de dez anos. H\u00e1 anos que o volume de \u00e1gua n\u00e3o atinge as cotas m\u00e1ximas projetadas. Somos testemunhas disso. H\u00e1 anos est\u00e1 uns 1,5 \u00e0 2,0 metros abaixo dessa cota. Agora est\u00e1 7,0 a 8,0 metros abaixo (veja foto n\u00ba 01 ): ou seja, o volume est\u00e1 quase zerado na Represa Jaguari (Bragan\u00e7a Paulista e Joan\u00f3polis) e (vide fotos n\u00ba 02 e 03 \u2013 o pilar da ponte mostra a em sua parte mais escura o n\u00edvel m\u00e1ximo de \u00e1gua da represa Jaguari em Bragan\u00e7a Paulista e embaixo da ponte e a jusante n\u00e3o tem \u00e1gua e a vegeta\u00e7\u00e3o palustre j\u00e1 cresce abundantemente: uma diferen\u00e7a de 7,00 a 8,00 metros. Essa ponte est\u00e1 na estrada entre Joan\u00f3polis e Piracaia).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Cobertura vegetal ineficiente significa tamb\u00e9m que a represa no futuro poder\u00e1 perder sua capacidade de armazenamento de \u00e1gua<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Isso porque cobertura vegetal ineficiente significa tamb\u00e9m que superf\u00edcies de terra de toda bacia hidrogr\u00e1fica, est\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 eros\u00e3o, cujo sedimento carreado pelas \u00e1guas das chuvas vai diretamente para as represas e l\u00e1 permanece preso pela barragem. Isso vai diminuindo a capacidade de armazenamento de \u00e1gua e afetando a \u2018vida \u00fatil\u2019 da represa. Quando a represa estiver cheia de sedimentos e n\u00e3o de \u00e1gua, onde buscaremos nossa AGUA? N\u00e3o seria o caso tamb\u00e9m de, no ensejo da atual situa\u00e7\u00e3o das represas (vazias) avaliarmos o quanto de sedimento nelas j\u00e1 existe?&nbsp; Avaliar o quanto por ano perdemos de armazenamento de \u00e1gua? Urgentemente? (Aqui agradecemos ao Gustaaf Winters a lembran\u00e7a dessa proposta). Reparem que as superf\u00edcies vazias est\u00e3o j\u00e1 cobertas de vegeta\u00e7\u00e3o palustre o que significa que as sementes vieram de montante junto com o solo erodido&#8230;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Ilustra\u00e7\u00f5es: o Sistema Cantareira, as represas e sua cobertura vegetal ineficiente<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nas fotos (ao final desse texto) n\u00ba 04 e 05, observa-se o mau uso do solo numa propriedade agr\u00edcola:&nbsp; as nascentes e riachos n\u00e3o est\u00e3o reflorestados nem protegidos (do gado no pasto), sulcos de eros\u00e3o. Maiores declividades merecem maior rigor na presen\u00e7a de matas e em t\u00e9cnicas agr\u00edcolas de conserva\u00e7\u00e3o do solo \u2013 tais como curvas de n\u00edvel e pequenas bacias de capta\u00e7\u00e3o &#8211; , bem como a cobertura vegetal n\u00e3o \u00e9 eficiente pois n\u00e3o cobre 100% da superf\u00edcie do solo. Nas fotos n\u00ba 06 e 07, observe-se os deslocamentos da terra em partes em n\u00edvel em consequ\u00eancia do caminhamento do gado e a pobreza da vegeta\u00e7\u00e3o que comp\u00f5e o pasto, bem como manchas de solo (terra) \u00e0 vista. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 caminho aberto para o escorrimento superficial, eros\u00e3o, sedimenta\u00e7\u00e3o dos rios e impedimento da absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo solo. Enfim, <em>uma<\/em> das causas da situa\u00e7\u00e3o atual das represas e crise da \u00e1gua, \u00e9 a falta de cuidados no uso do solo. N\u00e3o adianta determinar que essa regi\u00e3o seja uma APA \u2013 \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental &#8211; , se n\u00e3o planejarmos e administramos seu uso e sua ocupa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de normas mais rigorosas comparativamente a uma bacia onde n\u00e3o temos o objetivo direto de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Repetimos, n\u00e3o estamos entrando em maiores detalhes e estamos expondo a quest\u00e3o ecol\u00f3gica da \u00c1GUA de maneira resumida e reduzida.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A responsabilidade ecol\u00f3gica e social de todos os propriet\u00e1rios de terras no Sistema Cantareira<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os propriet\u00e1rios das terras, em especial as rurais, s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo seu uso do solo. Trata-se de uma responsabilidade de cada propriet\u00e1rio para com sua comunidade e para consigo mesmo. Uma responsabilidade social. Frisando, se algu\u00e9m possui uma propriedade ele deve mant\u00ea-la em <em>funcionamento ambiental<\/em> e n\u00e3o deixa-la abandonada. Muitos compram a terra, para um s\u00edtio de lazer ou simplesmente para especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Tudo bem (?). Mas eles devem estar conscientes que tem a <span style=\"text-decoration: underline;\">responsabilidade<\/span> de manter a cobertura vegetal eficiente e assumir o custo disso. E isso n\u00e3o acontece na grande maioria da superf\u00edcie territorial do Sistema Cantareira. A regra \u00e9 o abandono da superf\u00edcie da terra: cobertura vegetal insuficiente, vulner\u00e1vel a impactos. Predom\u00ednio de pastos semi-abandonados e gado conduzido de modo extensivo. As pessoas devem estar conscientes que ao se tornarem propriet\u00e1rios de superf\u00edcies territoriais, de menor ou maior porte, s\u00e3o respons\u00e1veis por elas e <em>devem investir numa cobertura vegetal eficiente<\/em>, como se pagassem uma taxa de condom\u00ednio no edif\u00edcio onde vivem. Trata-se de uma medida compuls\u00f3ria em beneficio da sociedade como um todo e do meio ambiente. Podem simplesmente reflorestar sua propriedade atrav\u00e9s de cultivos mistos de esp\u00e9cies nativas de maneira que possam ser explorados comercialmente (entendemos que nessa situa\u00e7\u00e3o possam querer derrub\u00e1-las no futuro com proveito financeiro {desde que fora das APPs} e deve haver legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para isso). Podem revigorar os pastos e cultivar animais para lazer ou uso agropecu\u00e1rio. Podem exercer qualquer atividade agr\u00edcola desde que dentro de padr\u00f5es t\u00e9cnicos de agronomia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Entendemos que o mau uso do solo no Brasil e especificamente no Sistema Cantareira, \u00e9 uma quest\u00e3o antiga. Vem de gera\u00e7\u00f5es. Ao adquirir uma \u00e1rea, o novo propriet\u00e1rio deve estar consciente de suas responsabilidades. Existe ai um custo adicional a pagar al\u00e9m do valor da terra em si. E ele deve ter verba para isso. O Governo, por se tratar de uma situa\u00e7\u00e3o consequente de uma malversa\u00e7\u00e3o ambiental&nbsp; centen\u00e1ria pode e deve criar incentivos para isso. Isso em absoluta urg\u00eancia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Resumindo e repetindo: <\/em><em>as terras das bacias hidrogr\u00e1ficas que comp\u00f5em o Sistema Cantareira, al\u00e9m de sofrerem atualmente uma queda elevada na pluviometria, s\u00e3o compostas em praticamente toda sua extens\u00e3o, por uma cobertura vegetal insuficiente que n\u00e3o protege o solo nem tem condi\u00e7\u00f5es para uma perfeita absor\u00e7\u00e3o das \u00e1guas das chuvas que por sua vez reabasteceriam seus mananciais<\/em>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong style=\"color: #ff6600;\">O \u00cdndice de Produtividade Agr\u00edcola do INCRA<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Cobertura vegetal eficiente remete ao assunto do \u00edndice de <em>Produtividade Agricola do INCRA<\/em>, praticamente abandonado desde 1975. Segundo nossa Constitui\u00e7\u00e3o, artigo 186., deve-se ter em mente que a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade n\u00e3o se limita ao quesito produtividade. Vai mais al\u00e9m. A explora\u00e7\u00e3o da propriedade deve atender normas ambientais, trabalhistas e de forma adequada (Fabiana Carolina Galeazzi). Fora desses quesitos, incluindo manter a propriedade no abandono e semi abandono, ou cobertura vegetal ineficiente segundo nossa terminologia, a propriedade passa a estar sujeita a desapropria\u00e7\u00e3o para fins de Reforma Agr\u00e1ria.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A cobertura vegetal das Regi\u00f5es Metropolitanas deve ser considerada como de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ideia de cobertura vegetal eficiente j\u00e1 transpareceu entre n\u00f3s. Ernesto Geisel, enquanto Presidente da Rep\u00fablica prop\u00f4s a introdu\u00e7\u00e3o de uma al\u00ednea \u201ci.\u201d no artigo 2\u00ba do C\u00f3digo Florestal de 1964, na qual considerava como \u201cde preserva\u00e7\u00e3o permanente\u201d toda a cobertura vegetal das regi\u00f5es metropolitanas. A ideia n\u00e3o deu certo. Afinal cada cobertura vegetal de fundo de quintal seria de preserva\u00e7\u00e3o permanente; ningu\u00e9m poderia alterar&#8230; resultou em nada. Somos de parecer que esse assunto deve ser retomado urgentemente, dentro de uma perspectiva vi\u00e1vel.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">S\u00e3o Paulo \u00e9 a \u00fanica grande Regi\u00e3o Metropolitana do Mundo situada em cabeceiras (nascentes) de mananciais<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Portanto, trata-se de um AGRAVANTE em rela\u00e7\u00e3o ao que temos exposto at\u00e9 aqui. No caso da RGMSP- Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo: trata-se da <em>\u00fanica regi\u00e3o metropolitana do mundo<\/em> que est\u00e1 em regi\u00e3o de cabeceiras de mananciais (n\u00e3o na foz como as demais) e a urbaniza\u00e7\u00e3o se expande continuamente quase sem controle. Urbaniza\u00e7\u00e3o = piso imperme\u00e1vel = n\u00e3o absor\u00e7\u00e3o das \u00e1guas das chuvas pelo solo= n\u00e3o reabastecimento dos mananciais (maior probabilidade de seca) = enchentes =&#8230; ! Inversamente, uma metr\u00f3pole na foz, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo solo, sua ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menos impactante do que se estiver nas cabeceiras, a montante, pois neste \u00faltimo caso, ocupa a \u00e1rea necess\u00e1ria para absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua das chuvas, impedindo que esta ocorra.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Mudar a Capital do Estado como desincentivo \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o (desenfreada) em S\u00e3o Paulo?<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Pensando nisso, em reduzir o impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o em regi\u00e3o de tamanha vulnerabilidade (estar em cabeceiras de mananciais = nascentes) o ex Governador Paulo Maluf pensou em mudar a Capital de S\u00e3o Paulo para o centro do Estado. Parece-nos que essa ideia foi mal divulgada na \u00e9poca. Dever\u00edamos voltar ao assunto&#8230; A urbaniza\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo e vizinhan\u00e7as \u00e9 t\u00e3o densa, continua e devastat\u00f3ria em regi\u00f5es de grande vulnerabilidade, <em>que \u00e9 exemplo negativo de urbaniza\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Nota<\/em>.- N\u00e3o estou fazendo proselitismo desses dois senhores, somente atentando para duas ideias ecol\u00f3gicas que merecem reflex\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">O C\u00f3digo Florestal deve ser v\u00e1lido tanto na zona rural quanto na urbana<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A n\u00edvel geral, deve-se ainda considerar que: o C\u00f3digo Florestal deve ser igualmente v\u00e1lido, tanto na zona rural, quanto, e sobretudo na zona urbana. N\u00e3o \u00e9. E o atual \u00e9 menos ainda. Propriet\u00e1rios rurais s\u00e3o obrigados a estabelecer uma \u2018reserva legal\u2019 que, quando o terreno passa para zona urbana, deixa de ser v\u00e1lida, exceto quando estiver em APP (\u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente \u2013 que continuamente acaba desaparecendo e virando avenida de fundo de vale). Entendemos que o C\u00f3digo Florestal deveria SIM ser mais rigoroso na zona urbana face o enorme impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie territorial, criando um piso s\u00f3lido onde a \u00e1gua das chuvas deixa de penetrar.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A delimita\u00e7\u00e3o da zona urbana com a rural n\u00e3o deve ser de responsabilidade exclusiva do munic\u00edpio<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em consequ\u00eancia, entendemos que a responsabilidade de delimitar a zona urbana de cada munic\u00edpio, deve caber n\u00e3o ao poder municipal isoladamente, como ocorre atualmente, mas dividir tal responsabilidade com os poderes estaduais e federais. Prefeitos mudam o limite da zona urbana e rural, como querem e pensam (mais \u00e1rea urbana= mais IPTU + campo aberto para urbaniza\u00e7\u00e3o). Achamos que tal delimita\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve priorizar o IPTU e a urbaniza\u00e7\u00e3o e sim, ser fun\u00e7\u00e3o da ecologia, das classes de uso do solo e de como ocorrem os ciclos ambientais. Sem isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel manejar os recursos naturais <em>renov\u00e1veis<\/em>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">ALERTA<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Comunicados oficiais de que aguardam chuvas de Outubro em diante para equilibrar o fornecimento de \u00e1gua, devem ser consideradas com muitas ressalvas.&nbsp; Primeiro porque o m\u00eas que mais chove \u00e9 Janeiro e n\u00e3o Outubro ou Novembro. Segundo porque n\u00e3o est\u00e1 chovendo o estatisticamente aguardado: em junho desse ano choveu um ter\u00e7o do que costuma chover nos meses de Junho de cada ano.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">MAIS UM AGRAVANTE<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em toda essa exposi\u00e7\u00e3o, deve-se ter em mente que o \u201caquecimento global\u201d \u00e9 uma realidade. \u00c9 ineg\u00e1vel. Pa\u00edses do extremo hemisf\u00e9rio norte est\u00e3o cultivando terras que antes eram recobertas por geleiras. E o Presidente Putim da R\u00fassia, atua para manter um caminho naveg\u00e1vel nos mares do norte, unindo Jap\u00e3o e extremo Oriente \u00e0 Europa, reduzindo a viagem mar\u00edtima de uma dist\u00e2ncia de 7.000 milhas mar\u00edtimas.&nbsp; A abertura e manuten\u00e7\u00e3o dessa via, antes era impens\u00e1vel. Invi\u00e1vel. E essa redu\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncias vai afetar grandemente a economia da Europa bem como, pelo negativo, dos pa\u00edses que antes se beneficiavam com portos em corredores mar\u00edtimos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Pol\u00edtica ambiental: pensar j\u00e1 pensando em benef\u00edcios no futuro mediato<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sob o ponto de vista pol\u00edtico e executivo, cabe ressaltar que a quest\u00e3o ambiental deve ser pensada (e proposta) no \u2018imediato\u2019 consciente de que seus resultados vir\u00e3o somente no \u2018mediato\u2019. Na escala de tempo de 20, 40 anos. Uma ou duas gera\u00e7\u00f5es. Mas se deve pensar e decidir no AGORA, HOJE. Infelizmente nossos pol\u00edticos trabalham apenas no imediato e pouco se preocupam em escalas de tempo mais amplas, mas cujo pensar n\u00e3o pode ser protelado e deve ser do momento. Diante de d\u00favidas, que se estabele\u00e7am, nas proposi\u00e7\u00f5es, margens de seguran\u00e7a mais rigorosas. E isso, devemos exigir de cada candidato, e a\u00ed a responsabilidade \u00e9 de cada um de n\u00f3s que vota.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Considera\u00e7\u00e3o final<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">O exposto acima \u00e9 um modelo de pensar que pode ser expandido para todo territ\u00f3rio Nacional. Serve por exemplo, para se pensar a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco (obra que somos contr\u00e1rios nas atuais circunst\u00e2ncias). E tamb\u00e9m \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o para a necess\u00e1ria altera\u00e7\u00e3o em nosso C\u00f3digo Florestal. Com isso, certamente, surgir\u00e3o novos detalhes, que tamb\u00e9m dever\u00e3o estar inscritos no Novo C\u00f3digo Florestal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00f3s paulistas, exceto nossas vergonhosas favelas, devemos nos conscientizar que nosso ESP \u00e9 o mais \u2018desenvolvido\u2019 do Brasil. Somos um pa\u00eds compar\u00e1vel com Fran\u00e7a e Alemanha e como tal devemos estar dispostos a pensar e agir. Fazer o que \u00e9 necess\u00e1rio. Assumir as responsabilidades que essa situa\u00e7\u00e3o exige. Superar tabus. Assumir restri\u00e7\u00f5es ambientais no uso do solo e ter a consci\u00eancia que atrav\u00e9s disso continuaremos a evoluir. A evoluir em todos os sentidos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Estamos n\u00f3s, pessoal de nosso escrit\u00f3rio, abertos para coment\u00e1rios sobre o presente texto. Cr\u00edticas, acr\u00e9scimos e sugest\u00f5es ser\u00e3o bem vindos. Afinal \u00e9 ainda uma simples minuta&#8230;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Continua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/span><br><span style=\"color: #000000;\">Oportunamente continuaremos esse texto ampliando a an\u00e1lise do Sistema Cantareira, para a bacia hidrogr\u00e1fica do rio Para\u00edba do Sul e todo o Estado. Rela\u00e7\u00f5es entre os recursos h\u00eddricos dos ESP, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Comentaremos sua baixa densidade demogr\u00e1fica e a necessidade de ocupa\u00e7\u00e3o rural, bem como sua import\u00e2ncia na forma\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito humano. Forneceremos nosso parecer sobre o manejo da Bacia hidrogr\u00e1fica do Rio S\u00e3o Francisco e do rio Amazonas.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\"> &nbsp;<\/span><br><span style=\"color: #000000;\"> RGPMA. Rodolfo Geiser, eng. Agr.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">12.OUT.2014.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>ANEXOS . FIGURA N\u00ba 01 e FOTOS n\u00ba 01, 02, 03, 04, 05, 06 e 07. <\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>ANEXO. <\/strong>Mensagem \u00e0 AEASP- Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos do Estado de S\u00e3o Paulo, cobrando maior aten\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-760x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-706\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-760x1024.png 760w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-223x300.png 223w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-768x1035.png 768w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-300x404.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01-850x1145.png 850w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig01.png 1039w\" sizes=\"auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig1.png\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig1-e1413249048450.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-550\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image wp-image-705 size-full\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"775\" height=\"583\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig02.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-705\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig02.png 775w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig02-300x226.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig02-768x578.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 775px) 100vw, 775px\" \/><figcaption><strong><em>Foto 01: N\u00edvel da represa 7 a 8 metros abaixo da cota.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image wp-image-704 size-full\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"836\" height=\"625\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig03.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-704\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig03.png 836w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig03-300x224.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig03-768x574.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 836px) 100vw, 836px\" \/><figcaption><em><strong>Foto 02: Pilar com a marca de onde era o n\u00edvel m\u00e1ximo de \u00e1gua na represa Jaguari em Bragan\u00e7a Paulista \u2013 Joan\u00f3polis. Est\u00e1 tamb\u00e9m cerca de 7 a 8 metros mais baixo.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto03.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"836\" height=\"627\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig04.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-703\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig04.png 836w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig04-300x225.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig04-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 836px) 100vw, 836px\" \/><\/a><figcaption><br> <a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto03.png\"><\/a><em><strong>Foto 03: Represa seca vista da ponte da Foto 02. Observa-se que est\u00e1 h\u00e1 diversos meses com vegeta\u00e7\u00e3o colonizando \u00e1rea de espelho d\u2019\u00e1gua.<\/strong><\/em> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto04.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"838\" height=\"629\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig05.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-702\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig05.png 838w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig05-300x225.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig05-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 838px) 100vw, 838px\" \/><\/a><figcaption><em><strong>Foto 04: Propriedade agr\u00edcola, com pastoreio mal conduzido e em total desacordo com o C\u00f3digo Florestal. A foto seguinte n\u00ba 05, mostra uma sequ\u00eancia dessa propriedade.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto05.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"838\" height=\"629\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig06.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-701\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig06.png 838w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig06-300x225.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig06-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 838px) 100vw, 838px\" \/><\/a><figcaption><em><strong>Foto 05: Propriedade agr\u00edcola, com pastoreio mal conduzido e em total desacordo com o artigo 2\u00ba do C\u00f3digo Florestal de 1964.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto06.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"835\" height=\"625\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig07.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-700\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig07.png 835w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig07-300x225.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig07-768x575.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 835px) 100vw, 835px\" \/><\/a><figcaption><em><strong>Foto 06: Superf\u00edcie territorial degradada. Deslocamento de terra causado pelo gado associado a uma cobertura vegetal incipiente e insuficiente.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/foto07.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"835\" height=\"624\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig08.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-699\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig08.png 835w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig08-300x224.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig08-768x574.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 835px) 100vw, 835px\" \/><\/a><figcaption><em><strong>Foto 07: Superf\u00edcie territorial com cobertura vegetal rala e insuficiente, que \u00e9 caminho aberto para a eros\u00e3o. Nessas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o ocorre a conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua, ou seja, os recursos naturais renov\u00e1veis n\u00e3o est\u00e3o preservados.\ufeff<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>ANEXO. <\/strong><strong>Mensagem \u00e0 AEASP- Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos de S\u00e3o Paulo<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Bragan\u00e7a Paulista, 06 de Outubro de 2014.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Diretoria da AEASP- Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Caros colegas,<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sobre a CRISE DA \u00c1GUA.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Esta \u00e9 a segunda mensagem que lhes envio. A primeira, a de mar\u00e7o n\u00e3o recebi at\u00e9 hoje nenhuma resposta, seja escrita ou falada.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Trata-se de assunto da maior relev\u00e2ncia, de responsabilidade t\u00e9cnica (exclusiva?) de n\u00f3s engenheiros agr\u00f4nomos e da\u00ed, tamb\u00e9m importante um assunto de defesa de nossa profiss\u00e3o. N\u00e3o podemos nos omitir. 35.000.000 de habitantes sem \u00e1gua equivale a risco de <em>convuls\u00e3o social<\/em>!<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Resumidamente:&nbsp; Vejamos o entorno da regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, um raio de 100 quil\u00f4metros tendo como centro da Pra\u00e7a da S\u00e9 na Capital. Nascem a\u00ed tr\u00eas bacias hidrogr\u00e1ficas important\u00edssimas para o abastecimento de \u00e1gua em beneficio de muito mais de 35.000.000 de habitantes. S\u00e3o elas: (1.-) As nascentes do rio Tiete l\u00e1 por Guararema e Sales\u00f3polis; (2.-) As nascentes dos rios Piracicaba, Atibainha e Jundia\u00ed que constituem&nbsp; o Sistema Cantareira de abastecimento;&nbsp; (3.-) As nascentes do Rio Para\u00edba do Sul o qual se direciona para o Rio de Janeiro, formando em SP a represa de Paraibuna&nbsp; e s\u00e3o important\u00edssimas para o abastecimento de \u00e1gua do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Observem primeiramente que estamos diante de uma regi\u00e3o de cabeceiras de mananciais (portanto, de preserva\u00e7\u00e3o) e que sofre um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o desenfreada: RMSP, o eixo Jacare\u00ed, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos em dire\u00e7\u00e3o ao RJ al\u00e9m de Campinas, Piracicaba em diante.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em segundo lugar estamos diante de uma paisagem <em>em processo de degrada\u00e7\u00e3o<\/em>: o uso do solo n\u00e3o \u00e9 bem definido, existe pouca agricultura em base t\u00e9cnica (onde os recursos naturais renov\u00e1veis est\u00e3o bem administrados), mas regra geral \u00e9 coberta por uma vegeta\u00e7\u00e3o rala, que n\u00e3o protege a superf\u00edcie do solo e \u00e9 caminho aberto para a eros\u00e3o e sedimenta\u00e7\u00e3o da hidrografia (lembremo-nos: as represas de abastecimento de \u00e1gua v\u00e3o se enchendo de terra e perdendo sua capacidade de armazenamento).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa degrada\u00e7\u00e3o atinge grosseiramente uma \u00e1rea de 4.500 km2: uma superf\u00edcie territorial envolvendo o eixo da Rodovia Dom Pedro de Bragan\u00e7a at\u00e9 Jacare\u00ed + o eixo da Via Dutra de Jacare\u00ed \u00e0 Aparecida e uma faixa de degrada\u00e7\u00e3o que atinge a Serra da Mantiqueira e da Dutra at\u00e9 as encostas da Serra do Mar (excluindo-se claro as v\u00e1rzeas do Para\u00edba do Sul cultivadas com arroz).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na procura de um modelo de pensar ressalto que 4.500 km2 correspondem \u00e0 \u00e1rea agricultur\u00e1vel de Israel, que nela tem uma produ\u00e7\u00e3o diversificada de legumes, frutos, flores, florestas cultivadas, pecu\u00e1ria&#8230; Produzem o equivalente necess\u00e1rio de 80% de suas necessidades alimentares e o equivalente financeiro respons\u00e1vel por 2,5% de seu PIB = algo entre US$ 6.200.000.000.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">E o que n\u00f3s fazemos em&nbsp; 4.500 km2? Salvo raras exce\u00e7\u00f5es os abandonamos em termos agr\u00edcolas, n\u00e3o cuidamos do manejo dos recursos naturais renov\u00e1veis e colocamos em risco o abastecimento urbano de \u00e1gua. As represas do Sistema Cantareira est\u00e3o abaixo de seu n\u00edvel h\u00e1 mais de 10 anos (disso sou testemunha). A situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 um mero (embora terr\u00edvel) agravamento. Pior, permitimos que sirvam para uma urbaniza\u00e7\u00e3o assanhada (eufemismo) e especulativa, sem nos colocar como colaboradores de nossos colegas arquitetos urbanistas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Abandono de terras, sabemos todos n\u00f3s engenheiros agr\u00f4nomos, que por <strong>Lei<\/strong> equivale a torn\u00e1-las vulner\u00e1veis para a desapropria\u00e7\u00e3o para fins de Reforma Agr\u00e1ria. O que entendo ser importante! Mas, inversamente, significa tamb\u00e9m ressaltar a import\u00e2ncia de nossos conhecimentos e forma\u00e7\u00e3o profissional&nbsp; para atuarmos tendo em vista que <span style=\"text-decoration: underline;\">cada propriet\u00e1rio<\/span> (incluindo aqueles que utilizam suas terras para lazer) atinja um \u201c\u00edndice de produtividade\u201d aceit\u00e1vel,&nbsp; tal como proposto pelo INCRA (assunto tabu em nossa sociedade \u2013 ao menos para sua elite).<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o escrevo tudo isso a toa. Escrevo primeiro como batalhador em defesa da Natureza e em segundo lugar como engenheiro agr\u00f4nomo que teve a oportunidade de colaborar em 1970 no \u201cPlano de Uso e Zoneamento Territorial do Sistema Cantareira\u201d elaborado pela empresa \u201cCOTEP- Cons\u00f3rcio Oesa Tecnosan Prochnik\u201d, como contratada da COMASP, companhia p\u00fablica respons\u00e1vel&nbsp; pela implanta\u00e7\u00e3o do Sistema Cantareira.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quero aqui ainda ressaltar que fui apresentado para trabalhar nesse empreendimento por&nbsp; nosso (meu de turma), colega Eng. Agr. Roberto Cano de Arruda, que na ocasi\u00e3o, lembro-me bem, insistiu-me quanto a import\u00e2ncia desse trabalho no campo da Agronomia. Portanto, nessa \u00e9poca, est\u00e1vamos n\u00f3s engenheiros agr\u00f4nomos com uma vis\u00e3o da Agronomia bem mais <em>universal<\/em> do que nos tempos atuais.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Resta-me a pergunta: o que est\u00e1 acontecendo conosco engenheiros agr\u00f4nomos?<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">No aguardo de sua manifesta\u00e7\u00e3o, agrade\u00e7o a aten\u00e7\u00e3o,<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Abra\u00e7os,<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Rodolfo Geiser.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">POSF\u00c1CIO.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>A CRISE DA \u00c1GUA EM S\u00c3O PAULO<\/strong>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Estamos enviando essa minuta para reflex\u00f5es sobre \u201cA CRISE DA \u00c1GUA EM S\u00c3O PAULO\u201d imediatamente ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais, com esse posf\u00e1cio, tanto no sentido de que n\u00e3o \u00e9 nossa pretens\u00e3o exercer influ\u00eancia nos resultados, bem como, no sentido de expor um alerta mais geral.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">A\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Temos de agir. Essa a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode esperar mais. As a\u00e7\u00f5es expostas t\u00eam de ser tomadas J\u00c1. A rea\u00e7\u00e3o da Natureza \u00e0 nossa malversa\u00e7\u00e3o vem para valer.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Legisla\u00e7\u00e3o eleitoral falha<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nos debates eleitorais n\u00e3o pudemos todos nos manifestar sobre a crise da \u00e1gua, no n\u00edvel e gravidade que ela possui. Isso nos foi impedido por uma Lei antidemocr\u00e1tica, que pro\u00edbe o acesso do p\u00fablico a dados oficiais sobre alguns assuntos incluindo os ambientais. Vejam na FIGURA<strong> A<\/strong>.- fotos dos sites dos Governos Federal e Estadual em SP, mostrando que os dados est\u00e3o indispon\u00edveis.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Cobertura vegetal ineficiente no Sistema Cantareira e cobertura vegetal mais eficiente no Sistema Billings Guarapiranga Taia\u00e7upeba<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">O leitor que viaja muito pelo entorno da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP), desconhecedor de dados atualizados, fica com uma pergunta: &#8211;&nbsp; <em>Por que as bacias hidrogr\u00e1ficas do Sistema Cantareira (SC, abreviando) ao Norte est\u00e3o quase secas e as represas do Sistema Billings \u2013 Guarapiranga \u2013Taia\u00e7upeba (SBGT) ao Sul est\u00e3o mais cheias?<\/em> .<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">A resposta \u00e9 simples: porque est\u00e3o em regi\u00f5es bioclim\u00e1ticas muito diferentes. O SBGT, ao sul da RMSP, limitado mais ao sul pela Serra do Mar, est\u00e1 numa regi\u00e3o onde chove em abund\u00e2ncia, algo entre 2.500 e 4.800 mil\u00edmetros por ano e onde est\u00e1 o ponto onde mais chove no Brasil. Mais que na Amaz\u00f4nia. E mais, por mais que haja uma ocupa\u00e7\u00e3o clandestina \u00e0 margem das represas, sua cobertura vegetal \u00e9 eficiente, o que permite o reabastecimento dos mananciais pelas \u00e1guas das chuvas. &nbsp;Sem tanta eros\u00e3o e sedimenta\u00e7\u00e3o de reios e represas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 no SC, ao norte, chove bem menos, algo entre 1.300 e 1900 mil\u00edmetros por ano. E a regi\u00e3o possui uma cobertura vegetal de esp\u00e9cies semi caducifolias, sendo comparativamente ao SBGT muito mais vulner\u00e1vel \u00e1 ocupa\u00e7\u00e3o. E como esta&nbsp; se conduziu e se conduz de maneira aleat\u00f3ria, desrespeitando os recursos naturais renov\u00e1veis (= o C\u00f3digo Florestal) encontra-se em estado de continua degrada\u00e7\u00e3o, impedindo os ciclos naturais incluindo a \u00c1GUA e com eros\u00e3o e sedimenta\u00e7\u00e3o da hidrografia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Chuvas x correto manejo dos recursos naturais renov\u00e1veis<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Assim, n\u00e3o basta que S\u00e3o Pedro se compade\u00e7a de n\u00f3s restituindo-nos as chuvas e em abund\u00e2ncia superior \u00e0s m\u00e9dias anuais. O que, ali\u00e1s, entendo, seja estatisticamente improv\u00e1vel que aconte\u00e7a t\u00e3o cedo. Seja como for, n\u00e3o basta que chova. Temos de cuidar do solo e da ocupa\u00e7\u00e3o cuidadosa do territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Falsa vis\u00e3o do Direito de Propriedade<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Trata-se de uma tarefa muito dif\u00edcil, pois as pessoas com recursos financeiros julgam-se no Direito de fazerem o que quiserem em suas propriedades. E essas pessoas n\u00e3o atentam para suas responsabilidades sociais e ecol\u00f3gicas para com a propriedade da terra. Predomina o abandono e a malversa\u00e7\u00e3o dos recursos naturais renov\u00e1veis sobre o mero interesse especulativo.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong style=\"color: #ff6600;\">Escala de tempo: uma a duas gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">Superar essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tarefa herc\u00falea, que demandar\u00e1 uma a duas gera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 que se educar, produzir Leis, criar incentivos, fiscalizar e, sobretudo agir atrav\u00e9s da implanta\u00e7\u00e3o de uma cobertura vegetal eficiente dentro de t\u00e9cnicas de engenharia agron\u00f4mica. Assim, o fator tempo \u00e9 um condicionante s\u00e9rio. Temos de reverter a tend\u00eancia para a degrada\u00e7\u00e3o para a tend\u00eancia \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o dos recursos naturais renov\u00e1veis.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\"><em>Chuvas sem cobertura vegetal eficiente n\u00e3o garantem represas cheias e abastecimento de \u00e1gua cont\u00ednuo e ininterrupto<\/em>.<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #333333;\">Rodolfo Geiser, em 27 de Outubro de 2014.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #000000;\">As imagens mostram sites dos Governos Federal e Estadual em S\u00e3o Paulo, indicando estarem \u201cindispon\u00edveis\u201d os dados sobre a situa\u00e7\u00e3o do meio ambiente e de \u00e1gua durante o per\u00edodo eleitoral.<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/imagem1_pos.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"946\" height=\"589\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig09.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-708\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig09.png 946w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig09-300x187.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig09-768x478.png 768w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig09-850x529.png 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.rodolfogeiser.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/imagem2_pos.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"953\" height=\"581\" src=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-707\" srcset=\"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig10.png 953w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig10-300x183.png 300w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig10-768x468.png 768w, https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/fig10-850x518.png 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 953px) 100vw, 953px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(minuta primeira) A CRISE DA \u00c1GUA NO SUDESTE DO ESP, A DEGRADA\u00c7\u00c3O AMBIENTAL E O C\u00d3DIGO FLORESTAL. Rodolfo Geiser, engenheiro agr\u00f4nomo. \u201cRodolfo Geiser Paisagismo e Meio Ambiente SS Ltda\u201d. A CRISE DA \u00c1GUA lembra o tenebroso \u201cENSAIO SOBRE A CEGUEIRA\u201d de JOS\u00c9 SARAMAGO. Ningu\u00e9m consegue ver o problema. Pessoas continuam lavando despreocupadamente as cal\u00e7adas num&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[9,16,18,35,36],"class_list":["post-544","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos-e-reflexoes","tag-crise-da-agua","tag-falta-de-agua","tag-governo","tag-rodolfo-geiser","tag-sao-paulo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=544"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":709,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544\/revisions\/709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfogeiser.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}